quarta-feira, 31 de outubro de 2007

11 anos do acidente da TAM que matou 99 pessoas

Wil Scaliante

Em 31 de Outubro de 1996, a queda de um avião da companhia aérea TAM, em São Paulo, matou 99 pessoas, sendo 96 que estavam no avião e três que estavam em terra. O acidente ocorreu por um problema no reverso da turbina. A aeronave caiu em cima das casas no bairro de Jabaquara, após decolar.
Este já era um forte indicio do descaso das autoridades com o transporte aéreo.

Reportagem da época:
Tragédia no Vôo 402Jato cai em SP com 96 pessoas a bordo
Avião da TAM sofre acidente após decolar em Congonhas e cai sobre casas no Jabaquara. Não há sobreviventes. Entre as vítimas, estão dezenas de empresários e executivos

Brasil Online 31/10/96 23h03De São Paulo

O número de vítimas fatais da queda de um avião Fokker 100 da TAM em São Paulo pode chegar a 105, segundo informações da companhia. O jato prefixo PT-RNK fazia o vôo 402, do Aeroporto de Congonhas com destino ao Rio de Janeiro. Havia 96 pessoas a bordo (90 passageiros e seis tripulantes). Entre os ocupantes, estavam dezenas de empresários e executivos. Todos morreram). Os corpos resgatados eram envoltos em plástico e espalhados pela calçada.
A aeronave decolou às 8h26 e caiu às 8h28 sobre diversas casas no Jabaquara, zona sul paulistana. Antes de cair, a asa do avião bateu em um prédio de dois andares e partes da fuselagem atingiram cerca de dez casas. O Instituto Médico Legal não divulgou até as 20h30 o número oficial de mortos. A TAM anunciou que além dos 90 passageiros e 6 tripulantes, outras 9 pessoas morreram em terra. O instituto também não confirma o número de vítimas já reconhecidas. Segundo a Secretaria de Segurança, foram registrados apenas três mortos em terra. É o segundo maior acidente aeronáutico do Brasil. O governador Mário Covas e o prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, decretaram luto oficial de três dias.
Ainda não há informações sobre os motivos do acidente. Segundo a Infraero, o piloto sentiu a necessidade de voltar ao aeroporto e, durante o procedimento, o jato teve problemas técnicos e caiu. As investigações devem durar 90 dias.

Garibaldi lança candidatura à sucessão de Renan

Wil Scaliante

O senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) , em reunião com a bancada do PMDB, anunciou que pretende ser canditado a sucesão de Renan.
Renan já vinha demostrando sinais de interresse em fazer um acordo de renuncia com a intenção de salvar seu mandato. O encarregado pelo acordo seria O líder do PMDB, Valdir Raupp (RO).
- Gostaria que ninguém falasse no assunto da sucessão em respeito ao senador Renan Calheiros. Isso porque a cadeira de presidente do Senado não está vazia - disse Raup
Logo em seguida, Garibaldi pediu a palavra. Disse que respeitaria a solicitação de Raupp, mas fazia questão de lançar o seu nome como candidato:

- Eu quero ser candidato. Sigo as recomendações do líder. Mas quero deixar claro que vou colocar o meu nome e também não vou ficar chateado se outro senador entrar na disputa.

Entrevista de Natanael



Natanael resposnde a todas as perguntas dos jornalistas

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Humor:

É oficial, Brasil vai sediar a Copa de 2014

Wil Scaliante

Fifa anuncia o Brasil como sede do Mundial de 2014



O Comitê Executivo da Fifa, anunciou hoje que o Brasil sediará a Copa do Mundo de 2014.
A ultima vez que o Brasil sediou um mundial de futebol foi em 1950.
O primeiro anuncio do dia foi de qual país sediará a Copa do Mundo de Futebol Femino em 2011, a Alemanha ganhou a disputa do Canadá.
Logo em seguida, o presidente da Fifa Joseph Blatter, abriu o envelope com o resultado da votação de quem sediaria a Copa do Mundo de Futebol Masculino. O Brasil, que era candidato único, recebeu os 20 votos dos membros Comitê Executivo da Fifa.
"- O país que produziu os melhores jogadores do planeta, que tem cinco títulos mundiais, terá o direito, mas também a responsabilidade, de sediar a Copa em 2014", disse Blatter.
O escritor brasileiro, Paulo Coelho que estava na seimonia, em seu discuros comparou a paixão do brasileiro por futebol com sexo. "Eu já vi pessoas discutirem 5 horas sobre futebol, mas nunca vi pessoas falarem 5 horas seguidas sobre sexo, pelo menos o prazer pelo futebol dura mais", disse o escritor.
Apesar de toda a festa pelo anúncio do Brasil como sede da Copa de 2014, vale ressaltar que o evento não está completamente garantido. Não existe um decreto ou lei que obrigue a Fifa a garantir a realização do torneio no país. A organização pode nomear outro país como sede se o Brasil não cumprir várias obrigações que estão no caderno de encargos.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Desentendimento entre policiais

Bolog do Rigon
Na sexta-feira à noite, após a confissão de Natanael Bufalo, alguns policiais civis de Maringá foram comemorar o encerramento do caso numa pizzaria central.O que era para ser uma confraternização quase acabou em tragédia: um escrivão e um agente se estranharam e um deu um soco nas costas do outro - que foi contido pelos colegas quando puxava o revólver.

domingo, 28 de outubro de 2007

PALESTRA BUSCA MOTIVAR ALUNOS

Wil Scaliante


“Motivação é isso que os alunos de hoje precisam, afirma o professor Adauto da Silva”.

Os alunos de direito Helber Ribeiro e Rafael Crestani em parceria com o Núcleo Regional de Educação de Maringá, aplicam palestras para alunos da rede pública de ensino. O tema da palestra é “A Motivação e Organização na perspectiva de um estudante”. Os palestrantes abordam temas como a importância da organização do estudante para alcançar seus objetivos e a necessidade da leitura.
Em meio à palestra Helber fala sobre o dois grandes inimigos do estudante a preguiça e a ansiedade. Diz aos alunos que eles tem de admirar principalmente duas pessoas, os pais, pois estes te deram a vida e os professores, pois estes estão lhe passando o conhecimento. Explica a necessidade do auto-incentivo que faz com que você enxergue seus potenciais e os advertem para que não o confundam com arrogância. Fala ainda sobre a rotina e a divisão dos horários para o lazer e estudo. Mostra as meninas, que é importante ser independente e incentiva estas a realizarem seus sonhos.
Para Helber a palestra tem a intenção de recuperar a auto-estima do aluno, para que ele acredite nele mesmo. Ele entende que o resultado de sua palestra é imediato. “Você vê na fisionomia dos alunos, você à vontade a necessidade de ter uma carreira. Mais para que isso tenha um bom resultado, isso tem que ser um trabalho continuo, não basta 50 minutos de palestra e depois isso ser esquecido”, afirma o palestrante.
Sobre a importância dos alunos terem motivação, Helber sita um fato que o deixou emocionado. “Fiz uma palestra no Colégio Vinicius de Moraes no período noturno e lá ocorreu um fato que me emocionou muito. Uma mãe ou uma menina, acredito que deve ter uns 17 anos, veio até mim com uma criança no colo e disse que a única coisa que ela queria é uma oportunidade”, conta Helber.
Para Helber o ensino público tem muito que melhorar. “O que atrapalha o ensino publico é a falta de investimento em infra-estrutura, a falta de valorização do professor, ou seja, o meu trabalho por ser de motivação busca também a motivação do próprio professor. Tem que se dar estrutura para que o professor faça um bom trabalho. È absurdo você ver uma pessoa que é paga para reprimir como o delegado ganhar mais que uma pessoa que é paga para ensinar como o professor”, diz Helber.
Para Rafael, que é auxiliar de Helber, a palestra geralmente é bem aceita pelos professores, e os alunos que realmente estão interessados. “É algo que só vai trazer benefício a eles. A gente busca um desempenho melhor, uma estrutura melhor pra nossa sociedade, buscando com que os alunos cresçam intelectualmente, pois amanhã ou depois eles vão ser a ‘cabeça’ da nossa sociedade”, afirma Rafael.
A professora de Língua Portuguesa Edna Mariucius acredita que a palestra é importante para os alunos refletirem o quanto é necessário se organizar em uma trajetória pré-vestibular. “Precisa-se de mais palestras desta para o ensino médio. Normalmente os alunos estão muito perdidos e quando vem alguém que tem mais experiência, serve como exemplo para eles”, fala a professora. Ela acredita que a inclusão digital é uma realidade distante. “Fala-se da questão de inclusão digital mais é uma realidade distante, muitas vezes nem o professor está preparado. Os alunos tem a necessidade de trocar idéias com o professor mais devido a responsabilidade de concluir o conteúdo fica carente isso, tem de ter mais palestras, ou grupos de estudos e debates”, comenta a professora.
Para o estudante Igor Zoratti a palestra serviu como alerta para muitos alunos que estavam desinteressados. Ele diz que o ensino público não da o mesmo preparo que o ensino particular. “Meu sonho é fazer Psicologia, minha maior dificuldade de realizar esse sonho é a condição social, não tenho condições de pagar uma faculdade particular e as estaduais são muito concorridas”, diz o aluno do Colégio Independência da cidade de Sarandi.
A aluna Fábia da Silva, diz que palestra a motivou bastante. “A palestra serviu pra ‘mim’ enxergar que é importante aprender, eu estava para aprender e agora me despertou a vontade de aprender”, afirma a estudante. Ela acredita ainda que os alunos estão desmotivados. “Os alunos da rede publica tem que melhorar suas auto-estima, os professores se esforçam para ensinar”, explica a jovem.

sábado, 27 de outubro de 2007

Crônica: Assassino de Márcia violentou, estuprou, e usou o “saco”.

Rodrigo Basniak

Em meio a euforia por parte dos espectadores de “Tropa de Elite”, seja este, no cinema ou nos DVD's Piratas, mais um caso que pode ter sido baseado no filme , choca a população maringaense.
Preso ontem pela Polícia Civil, afim de evitar uma suposta fuga, Natanael Bufalo, 41, confessou o crime por volta das 20 horas.
Tranquilamente, relatou aos presentes que após atrair a menina (esta que, escolheu aleatóriamente), levou-a até sua casa, no Jardim Real, e amarrou seus punhos, pernas e pescoço. Então, a violentou e abusou sexualmente.
Por último, Bufalo pegou um saco plástico e asfixiou a vítima.
Voltando ao filme, percebe-se que o método de tortura mais usado pelos policiais do BOPE, é o saco. Em várias cenas, os oficiais aparecem torturando civis afim de conseguir informações que os levem ao seu principal alvo: o “Baiano”.
No dia 15 deste mês, um agente penitenciário morreu com um tiro após assistir “Tropa de Elite”, em Recife (PE). Supostamente, suicídio.
Nada de denúncia, nada de acusações. Aliás, sobre o caso do agente penitenciário, o Roteirista do filme, Rodrigo Pimentel, disse à Folha Online, que “Tropa de Elite” pode ter sido um catalisador.
Sendo um catalisador ou não, “Tropa de Elite” tem dado “novas idéias” aos brasileiros.

Câmeras em Semáforos ajudam a controlar o trânsito

Rodrigo Basniak

O desrespeito aos semáforos de Maringá, sempre foi motivo de preocupação para as autoridades e cidadãos. Alguns projetos foram lançados com intuito de melhorar o transito, entre eles está a instalação de cameras nos principais cruzamentos da cidade.
Segundo Gilberto Purpur, diretor técnico da SETRAN, o desrespeito por parte dos condutores com relação ao avanço de sinal vermelho, deve-se à falta de fiscalização ocorrida durante muito tempo. Com a municipalização do trânsito, somente a Policia Militar fazia a fiscalização, quando seu maior dever seria combater a criminalidade.
Até a SETRAN estruturar-se a fim de controlar o trânsito maringaense, o condutor foi criando hábitos, entre eles, o avanço do sinal vermelho. Agora, o objetivo da SETRAN é reeducar esse condutor.
Para isso, além das campanhas educativas, como o “Pare na faixa”, foram instaladas câmeras que inibem o motorista a avançar o sinal, e parar em cima da faixa de pedestres.
Para o agente Municipal de Trânsito, Cleverson José Pinheiro, essas câmeras tem dado resultados positivos, pois os condutores tinham o costume de avançar quando faltavam dois toques vermelhos, e as câmeras tem inibido esses condutores.
Já estão em processo de licitação mais 10 câmeras de controle de sinal vermelho, e 20 equipamentos de combate ao excesso de velocidade, que devem estar funcionando até o fim do ano.

Assassino de Márcia confessa o crime

Wil Scaliante

Natanael Búfalo confessou ter sido abusado sexualmente por um amigo da famíla aos 7 anos de idade.

Na noite desta sexta feira 26, Natanael Búfalo, de 41 anos, o principal suspeito da morte de Márcia Constantino, de 10 anos, confessou ter estuprado e assassinado a jovem. Búfalo era animador de lojas e freqüentava a mesma Igreja de Márcia, a Assembléia de Deus.
Por volta das 17 horas, Búfalo havia sido preso devido a um mandato de prisão temporária, decretada pela juíza Mônica Fleut, da 2ª vara criminal. Ao chegar à delegacia, evitou comentar sobre a morte da garota.
A confissão aconteceu por volta das 20 horas, diante dos delegados Antônio Brandão Neto e Nilson Rodrigues da Silva, e também dos promotores Maurício Kalache e Edson Cemensati, também estava presente Paulo Machado, que preside o inquérito.
Aparentando calma, detalhou como teria feito para raptar, estuprar e matar a menina. Confessou que estava no pátio da Igreja e que atraiu a vítima prometendo um pedaço de bolo.
Búfalo disse que saiu na frente e entrou no carro, um Palio locado, logo depois a menina chegou.
O assassino levou a menina até sua casa, no Jardim Real, onde amarrou seus punhos, pernas e pescoço. Em seu quarto violentou e abusou sexualmente da menina..
Ele relatou que Márcia chorava muito e implorava para que fosse levada de volta a Igreja.
Após o estupro, Búfalo pegou um saco plástico e asfixiou a menina até a morte.
O assassino colocou o corpo da jovem novamente no carro e levou até a saída de Iguaraçu, onde jogaria a menina.
Antes de se desfazer do cadáver, ele abusou da jovem mesmo depois de morta. Despejou álcool e jogou palha de milho sobre o corpo, e em seguida ateou fogo.
Ao voltar para a casa, Búfalo limpou o carro, pegou a toalha usada no banho, a cueca e o par de meias e jogou na lixeira da vizinha.
O lençol manchado de sangue foi colocado na máquina de lavar roupas. Hoje à tarde, a polícia encontrou longos fios negros de cabelo, como os de Márcia, na máquina de lavar, o que levantou mais uma suspeita sobre o assassino.
Búfalo compareceu ao velório da menina, abraçou o pai da vítima e o Pastor Marcos, disse que ele precisava ser forte, e que a polícia com certeza prenderia o autor do brutal assassinato.
O assassino já havia cumprido pena de cinco anos por estupro.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

PAC investe 25,4 MI no Conjunto Santa Felicidade

Wil Scaliante

A cidade de Maringá receberá do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) recursos que totalizam 35,5 milhões. Só os investimentos no Conjunto Santa Felicidade serão 25,4 milhões.
Para as obras no Conjunto, o Governo Federal liberou 20 milhões, o Governo Estadual 2,5 milhões, já município pagará 2,9 milhões para a conclusão das obras.
Para o Secretário do Planejamento do Paraná, Enio Verri, os investimentos irão produzir uma completa mudança no perfil daquela região.
O Prefeito Silvio Barros II durante a inaugurarão do Portal da Moda, recentemente, em Maringá agradeceu o governo do estado e ao governo federal por liberar investimentos para a revitalização do Bairro Santa Felicidade. “Quero registrar o meu agradecimento ao Secretário do Planejamento, Enio Verri e, principalmente, ao governador Roberto Requião, por serem os responsáveis pela liberação desses recursos junto ao Governo Federal”, disse o prefeito.
Enio ainda lembrou que o bairro abriga 12.400 pessoas, e grande parte das famílias são carentes e dependem de programas sociais do Governo Federal.No estado do Paraná o PAC irá investir quase 11 bilhões em obras de infra-estrutura, geração e transmissão de energia, rodovias, ferroviárias, portos, aeroportos, hidrovias e construção de usinas, além de 1,25 bilhões para projetos de saneamento e habitação

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Cadê o outro lado? Ops, esqueci.


Abordar todos os lados do fato e ouvir mais de uma fonte, nem sempre está presente no cotidiano de "O Diário"


Equipe Matéria PrimaO jornal "O Diário do Norte do Paraná" é um veículo de comunicação bastante lido em Maringá e região, por trazer notícias de interesse da população. Mas o jornal deixa a desejar quando o assunto são fontes de informação e visão de todos os ângulos da notícia.


Um dos maiores objetivos do jornalista é mostrar o fato, o acontecimento, procurando ser sempre imparcial. O que aprendemos durante todo o curso de jornalismo é que as fontes devem ser checadas quanto à legitimidade das informações concedidas e que a verdade deve ser sempre o ponto norteador do nosso trabalho. Nesse contexto, ouvir todos os lados de um mesmo fato e ter mais de uma fonte de informação sobre determinado assunto é fundamental para se conseguir uma boa reportagem.


O que ocorre é que alguns profissionais e alguns veículos de comunicação se "esquecem" desses "detalhes" tão importantes. Analisando as edições dos dias 3, 4 e 5 de outubro deste ano do jornal "O Diário", pode-se perceber que várias reportagens publicadas pelo veículo não buscam verificar o "outro lado" da notícia, muitas nem se dão ao trabalho de entrevistar mais de uma fonte, apresentando os fatos apenas sob um ângulo. O que acontece é que essas reportagens acabam não informando. Ao contrário, muitas vezes, desinformam e confundem os leitores.


Reportagens superficiais, demonstrando até "certa" parcialidade, são comuns em "O Diário", em detrimento da informação, clareza e imparcialidade, pontos fundamentais e centrais no exercício do bom jornalismo.


É claro que um jornal local, que traz informações locais, é importante para manter a população atualizada e informada sobre os fatos que acontecem em sua cidade, sua região. Mas o fato de publicar notícias locais não isenta o jornal de exercer o jornalismo como deve ser.


Um exemplo de falta de fontes de informação é a reportagem "Prejuízo com depredação está diminuindo, afirma prefeitura", publicada em "O Diário" no dia 4 de outubro. Nessa reportagem, aborda-se o fato de um disque-denúncia instalado em Maringá, ter ajudado na diminuição dos casos de vandalismo e também de furtos na cidade. A fonte ouvida é o gerente de defesa social da prefeitura, que afirma que houve um decréscimo nas depredações e nos furtos, após a implantação do programa, mas nenhum morador de nenhum bairro da cidade foi ouvido para saber se realmente o tal disque-denúncia ajudou a diminuir o vandalismo e os furtos na região em que vive. Nessa reportagem, ouvir o outro lado da notícia seria essencial para acrescentar credibilidade ao fato.


Em outra reportagem, "Mistério envolve morte de rapaz em Maringá", publicada no dia 3 de outubro. O relato é sobre um rapaz que foi baleado na cidade. Em nenhum momento houve o interesse em ouvir a família da vítima, que é de outra localidade, para saber se eles têm alguma informação sobre o assassinato do rapaz. A única fonte citada na reportagem é a namorada da vítima, com quem ele tinha brigado horas antes de sua morte.


Abordar todos os lados, cercar os fatos, investigar, são alguns pontos essenciais para se ter uma notícia real e correta. O jornal "O Diário" deveria tentar fazer o cruzamento das informações, buscando outras fontes, na tentativa de levar sempre ao leitor todos os ângulos envolvidos em determinado fato, para ter a certeza de que as informações transmitidas para os leitores são confiáveis e para que o leitor mantenha confiança na publicação.


É essa falta de informações, e de fontes, encontrada em diversos veículos de comunicação que leva os leitores à confusão, os fatos não ficam bem esclarecidos e as dúvidas, que deveriam ser sanadas com a leitura do jornal, só aumentam.






Michael Vieira da Silva - 22.10.2007 18:32:47Em relação ao texto “Jornal esquece ‘o outro lado’ da notícia”, publicado no jornal Matéria Prima, edição n 228 :

O Diário concorda integralmente sobre a necessidade de os veículos de comunicação adotarem com rigor a prática de ouvir o outro lado ou todos os lados da notícia e gostaria de afirmar que contempla obrigatoriamente esse princípio ético em todas as suas matérias.
Norma interna a esse respeito diz claramente: “Qualquer pessoa, empresa, entidade, governo ou órgão que sofra acusação da polícia, promotor, entidade, cidadão ou apuração jornalística, deve ser entrevistado e ter a sua versão divulgada simultaneamente à notícia”. E mais: “O mesmo procedimento será adotado em matérias que expressem conflito de interesses. Todas as partes envolvidas, ou seus representantes legais ou corporativos, devem ser ouvidos na mesma matéria”.
Por outro lado, O Diário lamenta que princípio tão valoroso para a sua Redação, sobre o qual, repita-se, assina embaixo e não abre mão, tenha sido equivocadamente utilizado para atacar conceitos do jornalismo que praticamos.
Em resposta aos dois casos apontados no referido texto, esclarece abaixo:
A matéria “Prejuízo com depredação está diminuindo, afirma prefeitura” (4/10/2007, pg. A4), teve o objetivo de informar a diminuição de gastos do poder público com a reposição e consertos de peças quebradas em atos de vandalismo. Não teve a intenção de fazer estatística sobre aumento ou diminuição do vandalismo, mas expor os números existentes (e essa era na ocasião a novidade sobre o assunto).
Além disso, a reportagem não se limitou a esse enfoque isolado, ao contrário do que analisa o referido texto. Um boxe realça que canteiros na área central são danificados pela própria população; legenda em foto de 4 colunas informa que em canteiro central da Avenida Tiradentes “espaços reservados ao urbanismo estão sendo destruídos por cavaleiros e pedestres”; e a matéria principal deixa claro também que na iluminação pública as depredações prosseguem, ao custo de R$ 10 mil por mês aos cofres municipais. Ou seja: o jornal deixou evidenciado que o problema continua, apesar da diminuição dos gastos oficiais.
O Diário sempre abriu e continuará abrindo espaços para a população da área central e bairros se manifestar sobre a violência ao patrimônio público. Esta matéria teve um foco específico, devidamente explorado. Se contribuiu para conscientizar, esclarecer ou despertar a cidadania, cumpriu o seu papel. Moradores de bairros poderiam ter sido ouvidos? Claro que sim. E os especialistas? Igualmente, sim. Mas não obrigatoriamente nesse dia e nesse espaço.
O mesmo se aplica sobre a outra reportagem mencionada, “Mistério envolve morte de rapaz em Maringá” (3/10/2007, pg. A7). Seria muita pretensão ao jornalismo, a partir da localização de um cadáver às 7 horas, já no dia seguinte dar informações que as autoridades e a justiça levam dias, meses ou até anos para elucidar – quando isso acontece.
A reportagem ouviu sua namorada, com quem morava. A crítica tem razão ao lembrar que a experiência mostra que nenhuma pista pode ser desprezada. Mas o papel de investigação criminal cabe primordialmente às autoridades. Ao jornalismo, cabe primeiramente a reprodução fiel dos fatos possíveis de serem descritos e cobrar a ação das autoridades se houver omissão.
É ilusão supor que uma reportagem ou até mesmo uma edição inteira possa esgotar plenamente um assunto. O bom jornalista sabe que a verdade se estabelece com a obstinada prática do ofício no dia-a-dia. Podem faltar ingredientes, mas não podem faltar a boa fé e a vontade de alcançá-la.
Por fim, em se tratando de estudantes de jornalismo tão motivados em pegar falhas de O Diário, cabe perguntar para que reflitam enquanto é tempo, antes de se lançarem na prática do ofício que é de fato espinhoso: não se enquadrou nos critérios de “ouvir o outro lado” procurar O Diário para que se pudesse confrontar as hipóteses com os fatos? Não interessou aos autores, sob o ponto de vista acadêmico e na condição de futuros profissionais, saber as razões do jornal enquanto protagonista das observações que fizeram?
Teriam ao menos sido coerentes com a receita correta, porém tão mal defendida, de “cruzar informações e buscar outras fontes, na tentativa de levar sempre ao leitor todos os ângulos envolvidos em determinado fato, para ter a certeza de que as informações transmitidas para os leitores são confiáveis e para que o leitor mantenha confiança na publicação”.
Michael Vieira da Silva
Diretor de ConteúdoO Diário do Norte do Paraná
Av. Mauá, 1988
Maringá,PR
Brasil
87050020
F: +44 32216022