quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Afinal de quem é a Amazônia?

Wil Scaliante

Gazeta do Povo: Denúncia de Requião sobre venda da Amazônia vira mais uma gafe
O governador Roberto Requião (PMDB) caiu numa "pegadinha" durante a Escola de Governo desta terça-feira (6). Requião iniciou a reunião com os secretários de governo exibindo um vídeo (veja no quadro ao lado) com uma suposta propaganda da empresa multinacional Arkhos Biotech propondo a compra de terras na Amazônia. Depois do vídeo, o governador disse à platéia que o vídeo está sendo apresentado pela "Rede Globo no México" e fez duras críticas ao "comercial".

O que Requião não sabia é que a propaganda não é real. Trata-se de um jogo que mistura entretenimento e marketing lançado por uma marca de refrigerante, a Guaraná Antártica. Na propaganda fictícia, um locutor, mesclando imagens da floresta, afirma que a única forma de preservar a mata é privatizando-a, uma vez que ela seria patrimônio de todo o mundo, e não somente do Brasil.

Este tipo de ferramenta publicitária, chamada de “Alternate Reality Games” (args), está sendo muito usada em campanhas por grandes companhias em todo o mundo.

O vídeo que Requião exibiu:


Opinião:

O Governador pode até ter cometido a gafe, mas pelo menos lembrou de um tema de enorme importância para nosso país, A VENDA OU PRIVATIZAÇÃO DA AMAZÔNIA. Se me disserem que esse projeto não existe, que a Amazônia não vai ser vendida ou privatizada deixo o vídeo abaixo, agurmentar e confirmar a existência deste absurdo plano.


Discruso do Senador Cristovom Buarque, na "Terra do Tio San" (EUA):

Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Os ricos do mundo, no direito de queimar esse imenso patrimônio da Humanidade.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que não são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver.

Senador Cristovom.

Wil Scaliante:
O que mais me espanta é o governo Lula, que se diz de esquerda, um homem do povo, permitir que um projeto de típica direita, de concessão ou privatização, chamem do nome que preferir, se implante em seu governo. E a força do povo? A voz do povo? E a reforma agrária? Distribui-se terras paras os estrangeiros e não fazem a reforma agrária dentro do país, "fanfarões". Pelo que percebo a grande maioria dos brasileiros são contra essa concessão, então porque não abrir um pebliscito? Deve-se ao menos saber a opinião do Brasil. O senhor presidente, que "apoiou" EvoMorales, que concordou que o gás boliviano é dos bolivianos, agora permite que os norte-americanos digam que Amazônia não é dos brasileiros e sim deles. Falta pulso ou coragem, para que o presidente realize seus ideais. O brasileiro não precisa só de comida e sim de um país.

Um comentário:

wilson disse...

Requião é uma grande farsa.