quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A Che e a todos que já chegaram aos 80

Editorial do Materia Prima

"Os poderosos podem matar uma, duas até três rosas, mas nunca deterão a primavera", ensinou o guerrilheiro

Wil Scaliante
Se estivesse vivo, Ernesto Guevara Lincy de la Serna, conhecido como Che, completaria neste ano 80 anos de idade. O guerrilheiro, que é símbolo da luta comunista, foi capturado e executado em outubro de 1967 na Bolívia. Se Che é um herói, ídolo ou uma farsa, como intitulou a contestável reportagem da revista Veja, edição 2.028 de 3 de outubro de 2007, o fato é que mesmo depois de morto suas frases e seus ideais continuam vivos dentro de muitos jovens.

Che nasceu em 14 de maio de 1928, na cidade de Rosário, na Argentina. Em 1952 partiu para uma jornada na América do Sul, percorrendo 10.000 km em uma motocicleta. Sempre com o espírito aventureiro e dedicado à luta contra o imperialismo, ele conheceu no México, em 1953, Fidel Castro. Daí nasceu a parceira que resultou na vitória da revolução cubana.

Após a vitória na revolução de 1959 em Cuba o novo objetivo do guerrilheiro era levar o comunismo à América Latina e à África. Engajado nessa luta, o comunista amargou três derrotas até sua morte, uma delas em 1964, na Argentina, outra em 1965, na atual República Democrática do Congo, e a última na Bolívia, onde foi morto.
"Os poderosos podem matar uma, duas até três rosas, mas nunca deterão a primavera". Essa é uma das frases mais famosas do desbravador Che Guevara. Nesta edição do jornal Matéria Prima, Isabela Amaral também escreve sobre desbravadores, mas nada comparado ao guerrilheiro Che Guevara. São apenas jovens, os “Desbravadores”, um grupo que se mantém unido em torno de alguns ideais comuns e que se reúne em uma praça do Jardim Tabaetê, localizado na região sul de Maringá.

Che sempre pregou por princípios de liberdade. “Sonha e serás livre de espírito, luta e serás livre na vida”, dizia o guerrilheiro. Mas diante da atual conjuntura, precisamos restringir nossa liberdade, principalmente quando o assunto é segurança. Monize Medeiros escreveu uma reportagem sobre a rotina das senhas na vida das pessoas.

Otimista como era, Che dizia: “Derrota após derrota, até a vitória final”. Mas existem ocasiões em que erros e falta de preparo podem ser muito prejudiciais, como no caso das licitações públicas. Isso é o que afirma Fábio Guillen em seu artigo.
Esta edição traz ainda uma crítica ao programa “Pinga Fogo na TV”. Sempre que necessário, este jornal faz críticas e, como Che costumava dizer: “Há que endurecer, mas sem jamais perder a ternura”.

Outra frase do comunista: "O verdadeiro revolucionário é guiado por grandes sentimentos de generosidade; é impossível imaginar um revolucionário autêntico sem esta qualidade". A preocupação com os outros não era apenas de Che, é umas das bandeiras da Igreja Católica. Maema Anele Molina escreveu sobre o Centro Rainha da Paz, que propõe formação de novas irmãs.

A edição de número 254 do Matéria Prima traz ainda uma reportagem sobre os sagüis que visitam a praça do Jardim Tabaetê, escrita por Carina Bernardino, e, por fim, outra reportagem sobre a horticultura que é destaque no Tabaete, o texto é de Tathianne Chiquette.

Che se foi ainda muito jovem, mas se estivesse vivo certamente haveria de continuar a nos brindar com frases tão marcantes quanto as citadas acima. Ou apenas se calaria e observaria, como todo bom octagenário, o quanto o mundo se tornou pequeno demais para ele.

Um comentário:

Ѕмiтн disse...

Che foi um grande homem, em todos os sentidos. Desde a mais fina inteligência até a mais desnecessária burrice. Merece reconhecimento e respeito, sem sombra de dúvidas.