terça-feira, 25 de novembro de 2008

E se minha profissão não me deixar rico?

Crônica publicada no Jornal Matéria Prima
De: Wil Scaliante


Quando vamos perceber que vivemos uma grande mentira, tudo isso, em busca da riqueza e não da satisfação
Já pensei em ser médico, dentista, bombeiro, astronauta, jogador de futebol, delegado e engenheiro. Quando criança a gente quer ser tudo ao mesmo tempo. Mas e agora? Eu cresci e não decidi para que vou prestar vestibular.

Até o começo do ano queria fazer Artes Cênicas, mas tudo mudou depois de um almoço em família. Minha tia me perguntou que carreira eu pretendia seguir. Daí, com todo a empolgação, normal a um jovem, respondi: “Vou ser ator”. Mas que resposta infeliz, eu nem estava encenando e me trataram como um comediante. Pois é, todos riram. Minha tia reformulou a pergunta: “Não, eu quis perguntar qual profissão, em que emprego você vai trabalhar?”. Depois da pergunta dela, quem riu fui eu, mas sozinho, o que me deixou mais constrangido. Oras quem disse que ser ator não é uma profissão. Mas que mania besta de esperar que seus filhos escolham algo que os deixem ricos. E se eu quisesse ser pipoqueiro? E se eu decidisse virar gandula de futebol? Sou eu quem devo escolher minha profissão. Gostaria de ter dito isso, mas por respeito me calei.

Estou acostumado. Vivemos em uma sociedade hipócrita. Todos pedem pela educação, mas o que eles realmente acreditam é que através da educação que pode-se obter os luxos concebidos pelo capitalismo. Esse que por sua vez a cada dia vem devorando o extinto humano e solidário das pessoas.

Tome como exemplo a minha mãe. Ela sabe que odeio o imperialismo e conseqüentemente os (aqui eu escreveria um palavrão que cabe a você imaginar) dos nortes-americanos. Ela teve a capacidade de ir atrás de um intercâmbio, adivinha pra onde? Justamente os Estado Unidos. Eu sou brasileiro, não quero deixar o meu país. Se tivesse que ir para outro lugar iria para Cuba ou para a África. Não sou apegado a bens materiais, muito menos a riqueza. O simples fato de ajudar as pessoas, pra mim, é mais valoroso que qualquer quantia em dinheiro. E, convenhamos, há mais gente a ser ajudada na África do que nos Estados Unidos.

Eu queria fazer algo que realmente atingisse as pessoas. Algo que tocasse o interior delas e que despertasse os mais belos sentimentos, fazendo-as esquecer normas impostas pelo capitalismo e reforçadas por seus chefes. Fazendo-as lembrar de que somos humanos e que mais que dar esmola é preciso dar condições para que a pessoas parem de pedir esmola. Talvez devesse ser um humanista ou poeta.
Na verdade eu quero ser o que as pessoas não são, ou seja, elas mesmas. Não quero mudar meu jeito de ser, pensar e agir para agradar uma determinada pessoa. Quando percebermos, já estamos vivendo uma grande mentira. Tudo isso em busca de alguns tostões a mais, para que assim possamos nos enganar achando que somos melhores que os outros.

Sei que minha mãe gostaria que fizesse algo que me deixasse rico, mas vou fazer o que gosto e se necessário vou perguntar a ela: “E se minha profissão não me deixar rico, deixo de ser seu filho?”.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Sobre a festa do vestibular

Wil Scaliante
Meu caro amigo Carlos Emar expressou sua opinião sobre a festa no vestibular da UEM. Gostei do local proposto por ele, já que não será utilizado a Vila Olimpica. Hehehe...
(...)
A proposta apresentada pelo DCE, entendi como bem positiva para ambos os lados.
Festa é festa e não conheço nenhuma que se preze que não tenha tido bebida alcoólica. Vai dos responsáveis pela segurança garantir que não haja tumulto, como em qualquer evento. No domingo passado pelo que eu sei aconteceu o show da cantora Márcia Mara, organizado por uma forte empresa maringaense. Lá houve essa proibição de bebida alcoólica? No show mês passado, no parque de exposições, que acabou em morte de um adolescente, houve essa proibição de bebida alcoólica?
O fato é que esta havendo um excesso no controle dos estudantes e vestibulandos. Por quê? Vai ver é porque a grande maioria desses estudantes não vota em Maringá. Consequentemente não interessam para alguns.
(...)
Da mesma forma que é permitido show na Vila Olímpica, também é permitido festas e shows no centro de convivência, praça Deputado Renato Celidonio em frente à prefeitura. Um bom lugar para se festar. Entre a prefeitura e a câmara de vereadores. Vai ter até animador de festas infantis, metendo o pé na lata, e quem sabe um Paradão do Jão.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Carlos Emar, o mito homenagiado nas comunidades do orkut

Carlos Emagno








Emar de Power Ranger Vermelho










Super Emario Bros







Emarnold Schwezenegger






eMarSN







Emarketeiro









CESUEMAR: a verdadeira comunidade do conhecimento








Carlos Émau








Emar com boias








Emarloqueiro

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

UNE e Conlute batalham pelo poder estudantil

Wil Scaliante/Matéria Prima
A Conlute faz oposição à UNE, acusando-a de não ter autonomia por ser controlada por partidos aliados do governo

O movimento estudantil teve atuação importantíssima na história do Brasil. Hoje, duas entidades brigam pelo poder desse movimento, a UNE (União Nacional dos Estudantes) e a Conlute (Coordenação Nacional de Luta dos Estudantes), criada em 2004.

A UNE foi fundada em 1937, é a maior entidade representativa dos estudantes e tem uma bela história de lutas e conquistas. A partir de 1964 com o golpe e a implantação da ditadura militar, estudantes foram perseguidos, presos e torturados. Em ofensiva ao movimento estudantil, ainda em 1964 a ditadura implantou a Lei Suplicy de Lacerda, que extinguiu a UNE e criou novas entidades representativas, atreladas e dependentes do governo.

Clandestinamente a UNE continuou a existir, fez forte oposição à ditadura e participou em 1968 da passeata dos Cem Mil, que foi uma manifestação em protesto à morte do estudante secundarista Edson Luís de Lima. O governo resolveu fechar o cerco contra os estudantes, mais de 720 líderes estudantis foram presos no Congresso de Ibiúna e Edson Luís foi assassinado por policiais no Rio de Janeiro durante um confronto com estudantes.

Em 1984 o movimento participou ativamente das “Diretas Já” e, posteriormente, no governo FHC, foi contra o modelo neoliberal implantado no país. Porém, a hegemonia da UNE acabou em 2004 com o surgimento da Conlute, que faz oposição e acusa a União Nacional dos Estudantes de ser controlada por partidos do governo e não ser democrática em seu interior.

Como a própria Conlute afirma, existe a briga partidária. Além da batalha pelo poder de coordenação do movimento estudantil travada pela UNE e Conlute, existe a luta pelo poder da UNE, que engloba uma disputa entre várias juventudes partidárias, com exceção do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados), que é diretamente ligado à Conlute. É comum observarmos em eleições de DCEs (Diretório Central dos Estudantes), chapas que se intitulam independentes, ou seja, sem envolvimento com partidos políticos. Isso normalmente acontece graças ao regimento da entidade, que prega a independência partidária. Mas percebe-se o partidarismo dessas instituições por meio dos líderes, que não coincidentemente lideram o movimento estudantil e juventudes partidárias.

Tomando como exemplo as eleições do DCE da UEM (Universidade Estadual de Maringá), realizadas no último dia 8, pode-se identificar o partidarismo no movimento estudantil. Olhando a composição das chapas encontram-se vários líderes e militantes de partidos como o PT (Partido dos Trabalhadores), PCdoB (Partido Comunista do Brasil) e PSTU, partidos teoricamente rivais na luta pelo poder do movimento estudantil. Toda essa história de apartidarismo fica apenas no discurso da chapa.

Eleita nessa ultima eleição do DCE da UEM a “Chapa Quente, Bonde do Amor”, prega “uma UEM mais sensual”. Além de algumas propostas consideravelmente sérias, o Bonde debocha do movimento estudantil propondo absurdos. Idéias como: a devolução do Brasil para Portugal, para que times brasileiros joguem a Champions League; a construção do “Estádio do Estudante”, para que UEM possa sediar a Copa de 2014; a universalização da UEM, promovendo um intercambio com alunos de outros planetas e a invasão da reitoria até o fim do aquecimento global, são algumas das debochadas propostas da chapa.

Durante o período eleitoral a direção da chapa produziu um desrespeitoso vídeo. Ao fundo a música de campanha intitulada “Rap do Amor” e uma seqüência de montagens e fotos onde aparece o desenho de Marx com um balde na cabeça, e outros celebres comunistas com copos na mão, simulando uma festa. Um detalhe importante, é que no vídeo aparece várias vezes a bandeira do PCdoB, comprovando a ligação partidária da chapa. Na música, o Bonde do Amor se diz apartidário, mas a bandeira do PCdoB e os líderes comprovam a ligação política.

O perigo é que a UEM seja sensual o suficiente para atrapalhar o ensino. O movimento estudantil não surgiu para fazer festa, para pregar a venda de bebidas dentro da universidade, para pedir mesa de sinuca no DCE ou para promover rodízio de carnes no RU (Restaurante Universitário). Surgiu para lutar por um país e por uma educação melhores, buscando condições para que os jovens possam ter acesso à educação de qualidade e pública, reivindicando uma universidade democrática e um país onde as oportunidades sejam iguais.

O Rap do Amor – Chapa Quente (vídeo disponível no youtube)

Parapapapapapapapapa...
Tem gente que acha que o Bonde é só a “zuação”
Mas é a seriedade junto com a diversão
O DCE do amor vai ser do estudante
Não há politicagem sem vergonha e dominante
Porque eles estão comprometidos com partido
E bonde do Amor só quer ser seu amigo
Pra enfentar o bonde até o PT treme
E pra rimar com isso eu peço um sorvete de creme
Eles dizem que a gente “somo” tudo alienado
Eu digo e repito que eles tão errado

Nessa escola em que estudam a gente é professor
E pra falar a verdade laureado com louvor
É na escola da vida que nós temos a vivência
Por isso é besteira defender a violência
Eles têm ideologia da revolução
A nossa vai ser feita com amor no coração
Por causa do Bonde o Guapo tem chilique
Nato tem pro Silvio Barros e nem pro bolcheviques
Por que o comunismo é coisa do capeta
E o camarada Trotsky foi morto a picareta

Tenho maior conceito pra com os ateus
Mas não tem problema se tu acredita em Deus
Pode ser Jesus, Maomé ou deus Indú
Pior seria se fosse no PSTU

Enquete encerrada

Qual deles você mais admira?
Michel Foucault
0 (0%)
Che Guevara
(36%)
Friedrich Engels
(0%)
Auguste Comte
(0%)
Karl Marx
(18%)
Nietzsche
(18%)
Caio Prado Júnior
(9%)
Trotsky
(0%)
Antonio Gramsci
(18%)