domingo, 22 de março de 2009

Hora de voltar!

Wil Scaliante

Depois de um longo período de férias, sem postar, voltei para ficar. Desde já peço desculpa aos caros leitores.


Durante as férias foram inúmeras às vezes em que debati a “Educação que queremos para o Brasil”. Sejam discussões em Congressos, Encontros ou conversas informais. Ficou clara a variedade de temas que aparecem quando se fala em educação, mas vale a pena destacar nesse post, dois pontos que entendo ser fundamental uma ampla discussão:


1.Reuni


2.Cursos de formação superior técnica


O Reuni, que é um plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, claramente deve ser rediscutido. O Governo Federal errou muito, ao implantar um projeto de “reforma” ou reestruturação universitária sem dialogar com o estudante. A conseqüência disso é a divisão de opiniões sobre esse tema.


Alguns pedem a revogação do Reuni, medida que acredito ser radical de mais. O plano injeta 2 bilhões na educação superior, valor consideravelmente alto para ser revogado, diante das necessidades da educação nacional. O que tem que se discutir, e ser revogado desse projeto são os bacharelados interdisciplinares.


Esses bacharelados funcionam como um curso de formação superior que forma alguém em nada. Me responda: qual será a profissão de um bacharel em humanas? Nem o MEC consegue responder essa pergunta, então como aceitar esse tipo de “formação”?


Outra discussão a ser feita sobre o REUNI é se o número de vagas que ele exige que a federais aumentem, é conivente com os investimentos nas universidades. O aumento de vagas sim! Mas a desestruturação e superlotação de aluno nas universidades NÃO! É preciso que aumente as vagas proporcionalmente com o aumento de estrutura da universidade.


Educação não é formação técnica. É formar um cidadão, um ser pensante, que tenha capacidade crítica. Esses cursos que buscam modelar um “estudante” exclusivamente para atender as necessidades do mercado, não podem ser chamado de educadores. Eles deveriam ser abolidos das universidades. Se quisermos uma mudança da sociedade, a universidade tem de ser um lugar de expandir horizontes e pensamentos, e não de mecanizar robôs humanos para atender a um sistema mercantil sujo e alienador.

Um comentário:

Anônimo disse...

Vc voltou e voltou bem. Então leia... pois isso merece ser postado e aconteceu em Maringá (está acontecendo):

Na Secretaria de Educação de Maringá a gente pode ver que o prefeito não manda e nem o vice manda, nem o Ricardo manda e nem a Marcia manda. Quem manda é o motorista, pois para fazer o que o setor de educação infantil está fazendo, só pode um analfabeto mandar. A Altoé que gosta de viajar e que nesta segunda está passeando em Curitiba não entende nada de educação infantil e é uma burra.
A Altoé burra é. Imaginem que no planejamento para as creches, foi colocado atividade de "Bingo de Nomes" para as crianças do berçário (leiam: crianças de 2 anos e seis meses). Olhe a cena : As tias do berçário distribuindo cartelinhas para as criaças de 2,5 anos e depois "cantando" o bingo: "Nenéns atenção! agora foi sorteada a letra B... Quem tem essa letra em seu nome escreva na cartelinha..."
Gente!!! São crianças do maternal.
A gerente "Burra É" da Educação Infantil é muito inteligente e deve ter como mandante o motorista-prefeito (pois é ele que manda), para fazer fazer uma cocozeima dessa no "Planejamento" das atividades das creches.