segunda-feira, 29 de junho de 2009

DO JORNALISMO ALTERNATIVO DA DITADURA AO DOS TEMPOS ATUAIS

Wil Scaliante

...PARTE III...

O AMANHÃ E O PIQUETE

Na foto: Regis Debray

Nascidos do triunfo da Revolução Cubana, e graças a convicção que crescia nos meios estudantis de que o imperialismo havia entrado em crise terminal e de que toda a América Latina estava em tempos de revolução, criam-se o “Amanhã” e “ “Piquete”.

Nessa época eram comuns grupos de movimentos estudantis fechados, discutindo as idéias de Regis Debray, foi de um desses grupos que surgiram os criadores do jornal Piquete. Esses criadores tinham uma vontade e ideal em comum, serem revolucionários.

Graças a essa influência do imaginário de uma guerrilha na América Latina, nasce o mais importante jornal alternativo dentre os estudantis da época, Amanhã. O jornal era do Grêmio da Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo.

O Amanhã conseguiu fazer uma frente jornalística, unificando vários partidos de esquerda neste informativo. Produzido sobre padrões técnicos do mercado e voltado não só aos militantes, mas também a um público externo, foi de importância dentre o movimento estudantil nacional, onde fora distribuído.

Amanhã morreu quando a frente se dissolveu [esquerda], em meio a lutas que mais lembravam embates militares do que disputas estudantis. (KUCINSKI, 2003, p.56.)

Posteriormente em 1968, o Grêmio da Faculdade de Filosofia lança um novo jornal, Grêmio Informa, constituído de praticamente a mesma equipe do Amanhã, porém com um diferença, voltado apenas para o estudante. Esta época a ala estudantil estavam em pleno o processo de “racha”.

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