sexta-feira, 31 de julho de 2009

Para Cesumar nova gripe ainda não representa ameaça; instituição decide manter aulas

Wil Scaliante
O governo estadual, determinou nesta quinta, 30, a suspensão das aulas nas escolas, faculdades e universidades estaduais como medida de prevenção a nova gripe H1N1, também conhecida como gripe suína.
Varias instituições de ensino não estaduais aderiram a recomendação do governo Requião, como a PUC-PR e UFPR.
A situação é alarmante, já que no mês anterior o Paraná havia registrado apenas 86 casos da nova gripe, e nesse mês de julho foram registrados 180 casos, ou seja o número mais do que dobrou.
A medida é muito valida principalmente se partirmos do pressuposto que universitários durante as férias viajam para outras cidades - algumas com maiores focos da doença - e retornam a universidade podendo ter tido um contado, adquirir a doença e por fim propagar a gripe.
O Cesumar teve um posicionamento contrário, não encarando como necessária em Maringá a medida PREVENTIVA do governo do Paraná, a Reitoria decidiu manter as aulas. De acordo com nota publicada no site da instituição o reitor, Wilson de Matos Silva, entende que a situação em Maringá não é grave.
Eis as perguntas: E os alunos que passaram férias em cidades onde os casos são graves? O Cesumar estaria imune a nova gripe? Se vários casos forem descobertos em alunos do Cesumar, a instituição divulgara ou omitirá as informações? Por fim, espero que não se tenha nenhum caso, pois sou aluno do Cesumar e lógico a situação é no mínimo preocupante.

Complemento:
Nota do Cesumar
Nota da UEM
Nota do Governo Estadual

terça-feira, 21 de julho de 2009

José Ferreira e Seus Amigos

Wil Scaliante
José Ferreira e Seus Amigos?
Sensacional.
Realmente o Gabriel se superou, não canso de ouvir as músicas.
Poderia escrever um texto detalhando todas elas, mas prefiro instigar a curiosidade do leitor. Escutem as músicas e tirem suas próprias conclusões.
Ai vai um trechinho da minha preferida:
"Se eu falo de amor você me escuta, isso parece sempre muito te agradar. Mas diferente de qualquer filho da puta meu amor, eu tenho muito mais o que falar" De amor, José Ferreira e Seus Amigos

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Formação é na JPT, "Juventude PeTista de esquerda e Socialista"

Wil Scaliante
A JPT Maringá convida a todos os companheiros e companheiras a participarem do Curso Estadual de Formação da Juventude Petista, que será realizado em Maringá, dos dias 21 a 26 de julho.
Para quem confirmar presença por e-mail ou telefone até o dia 17 de julho o valor do credenciamento é de 30 reais.
Após essa data a taxa de credenciamento é de 35 reais.
Alimentação, material para o curso, inclusos na taxa. Apenas bebida que não.

Observação: uma das noites de confraternização será temática, tento uma festa junina, favor, quem puder traga roupa caipira para a festa.

Contatos:
Wil Scaliante – (44) 3260-1924 ou 9957-5308 – wil_rafael@hotmail.com
Amanda – (44) 99752179 ou (44) 32627999 – sarasemel@hotmail.com
Carlos Emar - (44) 30261657 ou (44) 99842230 - emar_mariucci@hotmail.com
Partido dos Trabalhadores Maringá – Falar com Stefany – (44) 3031-8313

Programação:

21/07/09
20:30 – Mesa de abertura.

22/07/09
10:00 – Atividade I do Seminário de Organização
12:00 – Almoço
14:00 – Mesa I: “Movimentos Sociais”
Participação: CUT, MST, Movimento de Mulheres, Movimento Negro, Vereador Humberto Henrique (Movimento de Bairro) e Professor Lemos (Deputado Estadual)
19:30 – Jantar
21:00 – Confraternização

23/07/09
10:00 – Atividade II do Seminário de Organização
12:00 – Almoço
14:00 – Mesa II: “Movimento Estudantil”
Participação: UMES, UPES, UPE e UNE.
19:30 – Jantar
21:00 – Confraternização
19:30 – Jantar
21:00 – Confraternização

24/07/09
10:00 – Atividade III do Seminário de Organização
12:00 – Almoço
14:00 – Mesa III: “Correntes de Pensamento da Esquerda”
Professor Reginaldo Dias (Departamento de História da UEM e executiva do PT Maringá), Professor Osaí (Departamento de Ciências Sociais da UEM), Professor Pedro Jorge (UEM) e Cilene (UEM e PT Maringá)
19:30 – Jantar
21:00 – Confraternização

25/07/09
09:30 – Atividade IV do Seminário de Organização
12:00 – Almoço
14:00 – Mesa IV: “Crise, Conjuntura e PT”
Participação: Enio Verri (Secretário do Planejamento), Dr. Rosinha (Deputado Federal), Tadeu Veneri (Deputado Estadual), Eudes (Presidente do PT Maringá) e Tania Taiti (Setorial de Mulheres do PT)
19:30 – Jantar
21:00 – Confraternização

26/07/09
08:30 – Seminário Geral de Organização da JPT Estadual.

terça-feira, 14 de julho de 2009

CONVITE

Wil Scaliante
A Juventude PeTista de Maringá convida todos(as) à participarem, este sábado (18), da FEIJOADA DA JPT.



O convite é individual e pode ser adquirido na sede do Partido, no valor de R$15,00 (quinze reais).

A partir das 11h00, na sede do partido:
Rua Caramuru, 490 - Zona 06 (atrás do Colégio Gerardo Braga)
Tel: 3031-8313

Candidatos a Calouros

Wil Scaliante
Incrível, poucas vezes vi tanta bagunça no Shooping Avenida Center, talvez, bagunça não seja a palavra adequada. Parecia uma grande confraternização, um aglutinamento de jovens. Pena que foi em um espaço privado.
Realmente uma pena que a prefeitura, a atual gestão do DCE e grande parte dos vereadores não se sensibilizem e busquem um espaço alternativo, publico para confraternização e convivência de jovens. A Vila Olímpica, por exemplo, seria um ótimo espaço, que não incomodaria os moradores da região. Ah, esqueci que para população não pode, mas para show da Aline Barros, pode!!!
Esses jovens por várias vezes cataram em coro (praticamente toda praça de alimentação do shooping) "Parabéns", para seus amigos.
Realmente uma felicidade contagiante dos candidatos a calouros.
A festa nas ruas da Zona 7 não é o modelo ideal, mas certamente os shoopings protegidos por autoridades e vendendo bebidas alcoólicas para menores de idade, o que se podia ver de monte, também não é o lugar ideal.
Me respondam: vender bebida em época de vestibular na Zona 7 para maior de 18 não pode, mas pra menor nos shoopings pode?
Não, mas fazer vista grossa pro amiguinho empresário riquinho do shooping pode. Já pro dono de barzinho, não. Que bela lei que pra uns funciona e pra outros não.
E só pra constar, que bonita a segurança na Zona 7, pena que só funciona em véspera de vestibular.
Cade a polícia prevenindo assalto em estudante?
De certo tá lá, preocupada em armar a próxima operação pra reprimir estudante em época de vestibular, pois pelo que parece, para eles o estudante é o pior bandido, será?!!?

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O cultivador de rosas

Wil Scaliante

Ele ainda nem viu a luz do sol e a água já está fervendo no fogão. Café? Desta vez chimarrão. Vai até o cabideiro pega sua boina. Depois caminha até o canto o da sala, pega sua meia suja e seu sapato. Abre o guarda roupa, apanha sua velha camisa xadrez e aquela calça jeans. Com a cuia na mão anda pela casa recolhendo seus livros. Antes de sair rega sua roseira, que já aponta um belo botão vermelho. Para ele aquela rosa vermelha simboliza muito mais que uma planta, todo dia ele a rega com carinho e cuidado, como se regasse sua esperança. Olha a hora?!? Se o trânsito não colaborar vai chegar atrasado.


Logo que entra na sala de aula percebe que os alunos comentam sobre sua aparência. Barba sem fazer, cabelo bagunçado, olhos negros, óculos, pele clara e hoje um cheiro agradável, havia tomado banho antes de colocar a água pra esquentar. Senta na mesa, chama atenção dos alunos e diz: “Eu sou o professor e quem são vocês?” Uma pergunta aparentemente fácil. Logo, aquele garoto engraçadinho responde: “Eu sou a Branca de Neve”. Dia difícil? Que nada, ele sempre tem uma resposta na ponta da língua: “E eu o seu professor Branca de Neve. Prazer, como vão os 7 anões?”. Lógico, os alunos riem. Não esperavam tal resposta. Se estivesse retrucado ou expulsado o guri provavelmente criaria uma rejeição entre os jovens. Mas não era essa a técnica do professor, ele era contra a força, preferia o convencimento. Ele volta a fazer a pergunta: “Quem são vocês?” A maioria responde: “Sou aluno do senhor, meu nome é fulano de tal.” Depois da sétima resposta repetida ele interrompe: “Vocês são só isso? Pensem e me tragam uma redação para próxima aula dizendo quem vocês realmente são”. Para aqueles jovens do ensino médio ele era um professor no mínimo esquisito, não havia pegado no livro, muito menos escrito no quadro, apenas conversado, contados histórias. Uma coisa era certa, nunca se viu aquela sala tão quieta e atenta a uma aula.


Dias depois ele recebe as redações. Para a nova surpresa dos alunos, os informa que só lerá a redação no fim do bimestre. Uma forma de avaliar a evolução desses jovens. Aquilo pouco parecia uma aula, comparada com a dos outros professores. Falava de um mundo bonito, sem desigualdades. Falava de cidadania, da nossa função como ser. Explicava que não se deve ser médico para ganhar dinheiro, mas sim pra suprir necessidades básicas e ajudar a sociedade. Explanava que você não deve estudar pra ser um profissional, pra ficar rico. Dizia que você tem que estudar pra ser um cidadão consciente, que saiba o que melhor para sua sociedade.


Fácil ele conquista os alunos tocando seu intimo, seus sentimentos, ou seja, aquela jovem vontade de melhorar o mundo. E ele fazia muito bem, aqueles jovens precisavam de uma injeção de animo e consciência. O resultado? Antes do fim do primeiro bimestre os alunos daquela sala por conta própria fundaram um Grêmio Estudantil. Ele ficava orgulhoso, sentia que sua rosa estava florescendo em outros lugares.


Mas por incrível que pareça era criticado por muitos professores, uma chegou a citá-lo na reunião: “Ele manipula os alunos, tem que dar o conteúdo, a matéria e nada mais”. Argumento fraco, pelo menos pra ele: “E não tenho que dar só a matéria, e tenho que ensiná-los a pensar, pra que não sejam alienados, e não caiam na inocente besteira de dizer que só se deve fazer o que lhes é determinado. Eles têm de fazer mais, você precisa fazer mais.” Um pouco mais conformada a professora pergunta: “Mas e o vestibular?”. Antes de responder ele levanta, vai até a cafeteira e pega dois cafés, um pra ele e outro pra ela. “A escola tem que formar cidadão. O vestibular é um sistema falho, que nós, e a maioria dos professores estimulamos. Em vez de um jovem ver seu parceiro de classe como um colega, graças a esses mecanismos de seleção e privilégio, ele o vê como um concorrente. Onde isso vai parar? Talvez, futuramente, um professor se quer se lembrará da gentileza de servir sua colega com um cafezinho. Eu ainda prezo por um mundo mais humano, igualitário, repleto de oportunidades pra todos e não para alguns, e sei que quando a companheira estiver pronta, também abraçará essa causa.” Ele não tinha ganho só os alunos, tinha ganho parte dos professores.


No fim do primeiro bimestre, percebendo a real evolução dos alunos, ele lê as redações. Os alunos riem de si mesmos. Sabem que eram muito mais que os filhos do fulano de tal e de ciclana de tanto. Já sabiam que eram cidadãos, que eram seres humanos repletos de sentimentos, que tinham uma importância dentro daquela sociedade, só lhes faltava lapidar aquela consciência de ser. Provavelmente a próxima aula conteria Marx. As notas? 10 pra todo mundo, ele não se arriscaria a medir a capacidade de um aluno por provas. De agora em diante a avaliação seria feita pela capacidade de argumentação, ação e transformação. O aluno podia escolher se queria um debate, uma redação, a organização de um evento, palestra, seminário. O professor o avaliaria apenas pela necessidade imposta pelo sistema, que nem sempre pode ser rompida, principalmente quando se tem um fim maior. Mas ele deixaria que o aluno escolhesse de que forma tem melhor capacidade de expressar seu conhecimento. O resultado? Uma revolução. Que não foi armada, foi intelectual. Como dizia o sábio professor: “Se cada um fizesse sua parte, se cada um buscasse fazer mais do que o mínimo lhes exigido, se todos regassem suas rosas, concordaria mais ainda com Che, que costumava dizer que eles podem destruir uma, duas ou três rosas, mas que nunca conseguiram deter a primavera”.


A primavera chegou, mas o professor, aquela velha rosa, não teria chego a essa estação. Mas como ele se orgulhava em dizer: “A minha rosa um dia vai morrer, mais eu garanto que até a primavera já terei plantando um jardim de novas vermlhas rosas”.


Grandes Pensadores

Wil Scaliante

Ernesto Guevara de la Serna, "Che Guevara". 1928 - 1967



"Os poderosos podem matar uma, duas até três rosas, mas nunca deterão a primavera." (Che Guevara)


domingo, 5 de julho de 2009

Mera Coincidência?



















Programação do 51º Congresso da UNE

Wil Scaliante

- 15/07 (Quarta-feira)

Abertura

Sessão Solene em Homenagem aos 30 anos de Reconstrução da UNE

Local: Plenário da Câmara de Deputados (Brasília)

Presenças: Convite: Deputados (federais), Senadores) Governador DF, Ministros e ex-Dirigentes da UNE, Reitor da UnB

- 16/07 (Quinta-feira)

Manhã: 11 horas

Ato com o Presidente Lula

Local: Auditório Ruth Cardoso

Composição da mesa:

Tarde: 16 horas

Passeata: Petróleo

Esplanada dos ministérios

Noite: Atividade Cultural

Apresentação do Filme da Caravana da UNE

Loca: UnB

- 17/07 (Sexta-feira)

SEMINÀRIOS

Manhã:

9 as 12 h

Tarde:

14 as 16 h

Noite

17 as 19 h

Atividade Cultural

A partir das 21 horas

18/07 (Sábado)

· Manhã: Início da Plenária Final

Vídeo Gestão

· Tarde: Plenária Final

· Noite: Final da Plenária Final

Show

Local: Ginásio Nilson Nelson

- 19/07 (Domingo)

9 às 11 h Convenção das Chapas

12 h - Plenária Final

Eleição da Nova Diretoria da UNE

Destaque para a mesa 1 - "O Brasil hoje: crise ou desenvolvimento?", que tem a participação de Heloísa Helena (PSOL) , Ciro Gomes (deputado federal), Dilma Russeff (ministra da casa civil), Emir Sader (sociólogo) e Dep. Aldo Rebelo.



sexta-feira, 3 de julho de 2009

2009 ano da França no Brasil

Wil Scaliante
Em 2005 foi o ano do Brasil na França, e este ano é o ano da França no Brasil. Está é uma iniciativa do governo dos dois países, que tem como objetivo aprofundar relações nos âmbitos culturais, econômicos e científicos. Vários eventos estão sendo realizados no Brasil, desde festivais, shows, seminários, concertos e muito mais. Quem quiser acompanhar a programação é só entrar no site.
Em homenagem ao ano da França no Brasil, uma música brasileiramente afrancesada.

João Bosco - Preta Porte de Tafeta

DO JORNALISMO ALTERNATIVO DA DITADURA AO DOS TEMPOS ATUAIS

...PARTE V...

O PASQUIM

O jornal de circulação semanal “O Pasquim”, foi fundado em 1969 no reduto da classe intelectual carioca, precisamente no círculo de jornalistas moradores do bairro de Ipanema. O veículo tornou-se em poucas edições um das maiores tiragens editoriais do Brasil, com mais de 200.000 exemplares por semana.
A notoriedade do veículo deu-se a partir da irreverência idiossincrática, que atingia principalmente ao sistema político brasileiro vigente até então. Tal pioneirismo da imprensa alternativa justificado por “O Pasquim” fez com que fosse reconfigurada uma nova linguagem jornalística. O gênero jornalístico da entrevista foi estruturado no formato pingue-pongue, que seria popularizado por outros principais veículos nos país.
Pode-se dizer que o Pasquim é o maior exemplo da mídia alternativa contemporânea no Brasil. Em um período político turbulento, quando as principais publicações que circulavam fora do circuito editoral das grandes empresas de comunicação haviam sucumbido às suas peculiaridades, tendo como principal característica a forma rudimentar de se produzir conteúdo jornalístico e não expô-las às regras de mercado.
“A imprensa, realmente, torna-se o contrário do que era, e particularmente do que deveria ser, na medida em que se desenvolve, na sociedade capitalista. O jornal é menos livre quanto maior como empresa.” (SODRÉ, 1999: 449)
Em questão de seis meses o semanário passou para as mais de 200 mil tiragens. Mesmo em meio à tamanha popularidade, a visão opositora ao regime sofreu represália, tendo retaliadas todas as críticas feitas ao governo.
Uma característica marcante deste veículo era a linguagem que não primava por academicismos, ou mesmo, um rebuscamento que visasse atingir um público mais intelectualizado. A essência estava no descompromisso com as técnicas e formalismos adotados pelos jornais de publicação convencional, dos quais baseava-se no formato jornalístico norte-americano pós anos 1950. Desta forma, tornara-se um meio alternativo popularizado, que fizera perder o sentido de alternativo. Foram mantidas, portanto, a carga humorística e linguagem caacterísticas.
“E foi assim que, repito, por acaso, o Pasquim tirou o paletó e a gravata do jornalismo brasileiro.” (O MELHOR DO PASQUIM, 2006: 8)
Dentro do contexto jornalístico, as entrevistas formuladas por “O Pasquim” se tornaram seu maior chamariz. Sem quaisquer preocupações estilísticas, o veículo ditou tendência no gênero de entrevistas ao publicar a sabatina na íntegra e sem qualquer recurso de edição. O critério por mais que pudesse parecer descomprometido, essa seria tal justificativa. Transpassar para o leitor a boemia e a informalidade transgedia os padrões, servindo até como crítica ao estilo brasileiro de se fazer jornalismo, moldado à escola norte-americana.
“Desde o primeiro número, a grande novidade d´O PASQUIM foram as entrevistas. A gente chegava, tomava umas biritas com o entrevistado (quando o entrevistado não bebia, a gente bebia por ele) ligava o gravador e depois mandava alguém datilografar o resultado do papo.” (AS GRANDES ENTREVISTAS DO PASQUIM, 1976: 9)
A partir da transgressão e da imensa criatividade, o Pasquim fixou-se como o veículo mais emblemático da Imprensa Alternativa brasileira de todos os tempos. Com uma linguagem que rompeu todas as barreiras do autoritarismo, este certamente colocou de maneira única e inteligente o humor como norteador de uma postura e engajamento políticos contrários ao regime instalado. Revolucionou o jornalismo ao ditar uma nova forma de fazê-lo, sobretudo, pela expressão de uma camada privilegiada da sociedade brasileira, que tentava se impor perante aos modelos jornalísticos padronizados de acordo com a escola norte-americana.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

DO JORNALISMO ALTERNATIVO DA DITADURA AO DOS TEMPOS ATUAIS

Wil Scaliante

...Parte IV...

OPINIÃO E CRÍTICA

Com um projeto editorial moderno e bem acabado, Opinião inspirou-se no seminário inglês Guardian Weekly, que produzia de acordo com Kucinski os melhores artigos da imprensa européia e americana. Inicialmente trava-se de um jornalismo analítico e interpretativo, não tão opinativo, refletia-se a influência e modo de pensar dos intelectuais colaboradores do jornal.

O jornal em si não era marxista, acontece que na maioria das vezes a linha seguida pelos colaboradores sim, era o marxismo. Graças à qualidade editorial, Opinião comandou o respeito das elites em geral.

A visão nacionalista veio em maior parcela pela resistência ao imperialismo, e não pelo propósito nacionalista em si.

Posteriormente em 1974, nasce um outro seminário Crítica, com jornalistas de prestigio e o poeta, ex-integralista, Gerardo Mello Mourão. Esse sim nacionalista e emedebista, expedia um amplo espectro de opinião. Dava uma ênfase maior a cultura e a literatura.

“Polemista, o jornal publicou na sua edição 56 uma entrevista de impacto de Glauber Rocha contra as verdades estabelecidas no meio intelectual. Crítica fechou após sua apreensão de sua edição 63, em novembro de 1975, supostamente por causa de uma crítica à proposta do presidente Geisel, de abrir a exploração de petróleo no Brasil e empresas estrangeiras. Durou, portanto, pouco mais de um ano.” (KUCINSKI, 2003, p.88.)

Estudantes de Jornalismo fazem manisfetação contra STF em Ponta Grossa

Wil Scaliante

3 em 1

Wil Scaliante
Está aberto o espaço de contribuição para a construção da tese da Kizomba ao 51º Congresso da UNE. Os textos bases estão a disposição para comentários, sugestões e emendas. São ao todo 28 ítens que comporão a tese que apresentaremos durante o Congresso, eu vou de Kizomba e você?

Alexandre Gaioto e mais um de seus sensacionais contos, "Num bar em Lisboa".
"'Bolchevique! Bolchevique! Bolchevique!', acusou-me o sujeito bigodudo e gordo, com o dedo em riste ... Não sei russo, confidenciaria. Não sei quem é o agitador nem o tal Aguiar. Estou aqui, estou em Lisboa, estou definhando. E só. Estou definhando moralmente, intelectualmente e socialmente. Pediríamos outra bebida e o sujeito me pagaria outro drinque."

"Michael Jackson do pau oco", concordo com Wilame Prado, já estou farto de ouvir falar da morte do senhor "popizinho" temos coisas muito mais importante pra noticiar.
"
Precisava disso tudo na morte do cara? Com todo respeito aos colegas jornalistas que trabalham na CBN Maringá, assim como o gremista Murilo Battisti, mas infelizmente tive de trocar de rádio nesses últimos dias porque não aguentava mais ouvir notícias repetidas de Michael Jackson na programação da CBN Brasil. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, tem razão em criticar a rede de notícias CNN por priorizar a cobertura da morte do astro pop em vez de noticiar a crise política de Honduras, por exemplo."

H1n1 no Cesumar?

Wil Scaliante
A primeira suspeita de gripe suína no Cesumar foi referente a jovem que cursa Turismo. Depois comentaram sobre um aluno de Jornalismo (desconheço, provavelmente informação falsa) e hoje alunos de Direito me ligaram assustados falando que ontem uma jovem do curso não se sentiu bem em sala de aula. A informação é do aluno do primeiro ano de Direito Eduardo Planas. A suposta garota foi levada da instituição por uma ambulância do SAMU após passar mal. De acordo com os BOATOS que correm pela boca dos alunos de Direito, a jovem apresentava os sintomas da gripe suína. Nada confirmado, inclusive não consegui o nome e hospital para onde a suposta garota foi levada, agora é fato que alunos estão assustados. Até agora não se tem nenhum caso confirmado, são apenas boatos.
A pergunta que faço a é seguinte: o curso de Turismo não deviria estar inativo até que saisse o diagnostico da menina supostamente contaminada? Se deveria não está.

Senado secretamente musical

Wil Scaliante

Muita polêmica se faz em torno dos atos secretos no Senado, principalmente quando se diz respeito a nomeação de cargos.
Na madrugada de ontem, em quanto assistia a TV senado percebi que alguns senadores assinaram os atos mas não o tratavam como secreto, ou seja o ato era tão secreto mais tão secreto que se quer o senador que o assinou sabia que era secreto.
Alguns como Garibalde Alves (PMDB - RN) defendem uma ampla investigação sobre as várias denuncias no Senado. Garibalde disse ainda, que coloca a disposição da imprensa todos os atos secretos que assinou.
Os tais dos atos secretos me lembraram uma música dos Garotos Podres, banda de Punk Rock de professores de Filosofia da USP. "Sou um agente secreto, tão secreto que não sei quem sou, a minha agência secreta, é tão secreta que não sei qual ela é..."
Por falar em música novamente o senador Arthur Virgílio (PSDB - AM), como fez em 2003 ao criticar a posição do PT referente as denúncias de irregularidades no estado de Roraima, citou celebre expressão "pode vir quente que eu estou fervendo", referindo-se agora as críticas feitas contra ele pela imprensa. Virgílio disse que responde de acordo com a temperatura imposta. "Se for gelado melhor, mas se não, pode vir quente que eu estou fervendo". Bastante musical esse Senado, não?