quarta-feira, 1 de julho de 2009

DO JORNALISMO ALTERNATIVO DA DITADURA AO DOS TEMPOS ATUAIS

Wil Scaliante

...Parte IV...

OPINIÃO E CRÍTICA

Com um projeto editorial moderno e bem acabado, Opinião inspirou-se no seminário inglês Guardian Weekly, que produzia de acordo com Kucinski os melhores artigos da imprensa européia e americana. Inicialmente trava-se de um jornalismo analítico e interpretativo, não tão opinativo, refletia-se a influência e modo de pensar dos intelectuais colaboradores do jornal.

O jornal em si não era marxista, acontece que na maioria das vezes a linha seguida pelos colaboradores sim, era o marxismo. Graças à qualidade editorial, Opinião comandou o respeito das elites em geral.

A visão nacionalista veio em maior parcela pela resistência ao imperialismo, e não pelo propósito nacionalista em si.

Posteriormente em 1974, nasce um outro seminário Crítica, com jornalistas de prestigio e o poeta, ex-integralista, Gerardo Mello Mourão. Esse sim nacionalista e emedebista, expedia um amplo espectro de opinião. Dava uma ênfase maior a cultura e a literatura.

“Polemista, o jornal publicou na sua edição 56 uma entrevista de impacto de Glauber Rocha contra as verdades estabelecidas no meio intelectual. Crítica fechou após sua apreensão de sua edição 63, em novembro de 1975, supostamente por causa de uma crítica à proposta do presidente Geisel, de abrir a exploração de petróleo no Brasil e empresas estrangeiras. Durou, portanto, pouco mais de um ano.” (KUCINSKI, 2003, p.88.)

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