sábado, 10 de outubro de 2009

Servidores do Incra são feitos reféns por agricultores

Portal RPC

Três funcionários da Superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) do Paraná foram feitos reféns, desde a manhã desta quarta-feira (30) até as 15 horas, por cerca de 150 agricultores em Guaíra, no Oeste do Paraná.

O Incra trabalha na elaboração do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) que reconhecerá a comunidade Manoel Ciriaco dos Santos como quilombola (descendentes de escravos) e dirá qual será a área que passará a pertencer às seis famílias quilombolas. As polícias Militar e Federal foram chamadas e intermediaram as negociações com os agricultores.

Na manhã dessa quarta-feira, três servidores do Incra e pesquisadores da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) estavam na comunidade fazendo a produção do relatório. E então os funcionários do Incra foram impedidos de deixar o local.

Um servidora foi liberada pelos agricultores por volta das 11 horas e os outros dois por volta das 15 horas. Para que os outros dois funcionários fossem liberados, os agricultores exigiram a presença da imprensa televisiva. O órgão informou que os servidores não foram agredidos, mas houve intimidação psicológica.

De acordo com o Incra, a comunidade Manoel Ciriaco dos Santos já recebeu a certificação da comunidade quilombola da Fundação Palmares e agora está em andamento no Incra o processo de reconhecimento de propriedade das terras aos descendentes de escravos. O órgão fará a demarcação das terras e estudará quais propriedades rurais terão que ser dasapropriadas.

O Incra informou ainda que na semana passada já havia ocorrido hostilidades entre o Incra e os agricultores. Isso porque estavam programadas reuniões reservadas com as partes envolvidas na questão: agricultores, quilombolas e poder público de Guaíra. No entanto, os agricultores forçaram a participação em todas as reuniões.


Um comentário:

Anônimo disse...

Essa notícia é uma mentira!!!!!
Os servidores do Incra foram impedidos de prosseguir adiante, mas se eles quisessem retornar pra suas casas ele poderiam ter retornado, pois eles não eram reféns, ele só foram impedidos de seguir na realização do trabalho.
Antes de publicar notícas deve-se ouvir os 02 lados envolvidos.
Agricultora triste com a notícia