quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Codinome Lorac

Wil Scaliante
Novamente me deságuo em versos
Destruindo paredes e acessos
Mistura de confusão de sentimentos
Resquícios de medo do desalento

Culpa da escuridão que me assusta
Da madrugada branca e injusta
O sono tirado pela preocupação
É convertido em pinga e poesia da noite de solidão

Cada passo ou gesto teu é difícil de entender
Esforço-me e procuro ao menos te conhecer
Mas nesse quebra-cabeça faltam peças
Vou montando os encaixes sem saber o que me resta

Às vezes sinto que falta gesto teu
Fico com medo de até ser excesso dos meus
E logo vou colocar o que sinto
Sujando de tinta o papel me buscando passar a limpo

Mulheres até são previsíveis
Exceto quando nos apaixonamos
Daí não entendemos mais nada
Transparecendo o ciúme estampado na cara

O que me aflige é sua incerteza
Porque não admitir e colocar as cartas sobre a mesa
Talvez eu esteja indo rápido de mais
Mas a sensação que me dá é que a lerdeza nos distrai

A cada dia espero por uma resposta tua
Nova, crescente, cheia, minguante e lá se foram as fases da Lua
A cada fase, cada gole, algo novo me passa pela cabeça
E me embriago aos poucos para que nunca te esqueça

Nossos retratos estão feios
No meu telefone teu numero pouco toca
O que será que se passa?
Espero de ti essa resposta.


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